Amigo da Onça

Visita de Hoje: 29.10.08
Sr. Raimundo conhecido como Amigo..da Onça.
Motivo: na sua infancia fez uma traquinagem (pra não dizer maldade rsrsrs) com uma pessoa que estava realizando um trabalho e deixou cair uma ferramenta e pedia a ele que juntasse e ele só fazia mandar "palavrão" até que a pessoa disse a ele " tu é amigo da onça!". Pronto. Bastou isto e ele ganhou o apelido pra sempre. Pois uma "galera" esperava-o mais adiante chamando-o d eamigo da Onça..e amigo da onça está até hoje..mas carinhosamente as pessoas o chamam ..amigo..e não completam a frase.. inteligente neh?
na visita encontramos Raimundinha...mãe do Eudes, Walterlino (que me encheu de bombons) Bala na agulha e outros jogando cartas num barzinho proximo a paroquia...
Bom encontrar eles...Gosto de conversar com eles.Mas o Sol estava castigando e tinha que aproveitar a carona de pé do Levi para voltar à colonia.
Aproveito para falar um pouco sobre o celebre amigo da onça da revista o Cruzeiro
Uma das maiores criações do cartum brasileiro - o Amigo da Onça - nasceu da cabeça de um pernambucano: Péricles de Andrade Maranhão.
(Aliás, a semelhança da redação d'O Cruzeiro com o Amigo da Onça não era apenas física, mas psicológica; não é difícil imaginar quantas idéias devem ter surgido a partir de pilhérias entre os funcionários da revista.)
Além da contratação, coube a Leão Gondim o batismo do personagem, baseado numa piada gasta, em voga naqueles dias.
Dois caçadores conversam em seu acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com meu facão.
- E se você estivesse sem o facão?
- Apanhava um pedaço de pau.
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvore mais próxima!
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?
Assim, o Amigo da Onça estreou em 23 de outubro de 1943, capturando de imediato a atenção dos leitores. Ao batizar o personagem, Gondim percebeu sua característica fundamental, responsável pela chamada "identificação" do público: a ausência de caráter que denuncia o anti-herói brasileiro, de Brás Cubas a Macunaíma.
O sucesso do Amigo da Onça entre os leitores não pode ser explicado apenas pelo efeito de catarse que ele provocava ao cometer as maldades que, secretamente, seu público desejava mas nunca levara a cabo: pregar uma peça na sogra, dar uma cama-de-gato no chato que sempre pedia dinheiro emprestado, botar uma armadilha para o chefe mal-humorado. Havia algo mais ali, havia um deleite sádico em se comprazer com a desgraça alheia (mesmo que sem motivo), o sentimento precisamente descrito por uma palavra alemã: schadenfreude. Era o humor despido de sua armadura vingativa, de suas cores redentoras, que brada a nudez do rei, que castiga a moral rindo; humor em sua forma mais simples: ilógico, anárquico, estúpido, universal.
www.teiadosamigos.com.br/.../AmigodaOnca-14.htm


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