domingo, 16 de novembro de 2008

Passado Versus Presente: A cada um a sua importância.

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás;
mas só pode ser vivida olhando-se para frente."
(Kierkegaard)
Precisamos recompor o passado
mas sem deixar de pensar no futuro

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para frente." (Kierkegaard)

Precisamos recompor o passado
mas sem deixar de pensar no futuro

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008




Antigo Refeitorio hoje denominado Cozinha Geral Irmã Gabriela Macedo, esquecida no tempo.

Telhado de Zinco
Canta: Eduardo Araújo
Barracão de zinco
sem telhado
Sem pintura
Lá no morro o barracão é bangalô
Lá não existe felicidade e arranha céu
Pois quem mora lá no morro
Já viu o intuito seu
Tem alvorada, tem passarada
E arranha céu
Sinfonia de pardais Anunciando o alvorecer
E o mundo inteiro
No fim do dia
Reza uma prece pra Ave Maria

Refrão
Ave Maria
Ave Maria
Quando o morro ercurece
Elevo a Deus uma prece
Ave Maria

Consolidado dos Antigos Hospitais Colonias...

1. Que o projeto para a reestruturação das colônias seja nacional, mas ao mesmo tempo, regionalizado respeitando as características locais.Quanto à Saúde (instalações/tratamento/demandas)2. Que se revitalizem todos os hospitais-colônia, pois estão sucateados, com funcionamento
precário e quadros funcionais insuficientes.3. Que a qualidade de vida seja considerada fundamental para a SAÚDE como um todo.4. Que se garanta a política de medicamentos
e assistência farmacêutica para tratamento da hanseníase e das suas intercorrências, evitando a falta de medicamentos.
5. Que sejam consertados ou substituídos os aparelhos quebrados.6. Que se previna e evite a falta de materiais
nos hospitais, pois vem acarretando prejuízo ao tratamento dos pacientes.7. Que se aumente o quadro de profissionais
de saúde, que atualmente é insuficiente
e acarreta a ausência de algumas especialidades, o não-cumprimento da carga horária e o não-atendimento das demandas dos moradores.8. Que se criem políticas de proteção, promoção e reabilitação da saúde nos hospitais-colônia, para atender as necessidades
específicas dos moradores e egressos, tais como: curativos, transportes
para o local de tratamento e tratamento
das reações.
9. Que se cumpra a Constituição Federal, bem como os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), equipando os hospitais-colônia com salas de cirurgias, raio X, e que se garanta aos pacientes um atendimento humanizado e integral.10. Que as regiões em que estão instalados
os hospitais-colônia sejam incluídas como área de abrangência do Programa de Saúde da Família (PSF), assegurando a assistência domiciliar aos pacientes com limitações físicas e conseqüentes dificuldades
de locomoção garantindo-se, desse modo, a atenção básica e procedimentos como o curativo domiciliar.11. Que se invista na tecnologia de saúde (cirurgia de restauração, ortopedia, dermatologia)
e na capacitação dos profissionais da saúde, estimulando-os à participação na prevenção da hanseníase. 12. Que se transforme os hospitais-colônia
em referência dermatológica, quando possível.13. Que se instituam unidades básicas de saúde com equipes multidisciplinares.14. Que as colônias possuam uma equipe multidisciplinar especializada em hanseníase
para tratar e acompanhar o paciente integralmente com o auxílio de terapias complementares. 15. Que seja garantida a permanência da equipe de profissionais da saúde em atendimento
de tempo integral.16. Que se instalem laboratórios com baciloscopia e profissionais capacitados em todos os hospitais-colônia.17. Que o tratamento da saúde mental envolva a criação de centros de cultura e lazer.
18. Que se criem oficinas ortopédicas nos hospitais-colônia, diminuindo as complicações
e melhorando qualidade de vida dos pacientes.19. Que se crie uma política completa de reabilitação, pois as pessoas ainda hoje estão sendo mutiladas; que se faça um levantamento das necessidades de cirurgia e reabilitação (órteses, próteses, calçados); que se proceda a avaliação e melhoramento dos trabalhos existentes na área e que sejam criados onde não existem; e que se garantam recursos humanos e materiais para a sustentação dessa política de reabilitação.20. Que seja criada uma política de financiamento
das ações de serviços de saúde e dos procedimentos ambulatoriais e hospitalares
realizados nos hospitais-colônia.21. Que se atinja a eqüidade e integralidade
na política de saúde, provendo para a predominante população de idosos: a) tratamento integral das reações; b) atendimento geriátrico; c) saúde bucal, pois é grande a quantidade
de portadores com seqüelas bucais e muitas outras conseqüências da hanseníase. d) prevenção de câncer de colo de útero, mama e próstata, em virtude do alto índice de morte por câncer fruto do diagnóstico tardio efetuado nas antigas colônias; e e) confecção de órteses, próteses, calçados adaptados e palmilhas para todos os pacientes que sofrem de incapacidades físicas e amputações.Quanto à segurança nos hospitais-colônia22. Que se evite o roubo do dinheiro dos pacientes.
Que se evite o roubo de materiais e equipamentos dos hospitais.24. Que sejam criados projetos de capacitação
profissional para jovens, visando diminuir a ociosidade e o crescimento da marginalidade.25. Que se crie uma forma de conter o alcoolismo, a prostituição e o tráfico de drogas, problemas crescentes nas colônias. 26. Que o acesso de quem entra nas colônias
seja controlado de forma eficiente. 27. Que as secretarias de segurança pública
sejam pressionadas a desenvolver, com urgência, projetos de segurança específicos para as colônias.28. Que se estabeleça uma polícia comunitária
ostensiva, porém preparada, para coibir
a infiltração do crime nas comunidades. Quanto à memória das colônias e de seus habitantes29. Que se amplie a discussão sobre a memória dos hospitais-colônia, com vistas a uma maior precisão conceitual do termo e estabelecimento de critérios, instrumentos e finalidades, por meio de fóruns nacionais de debates articulados ao Conselho Nacional
de Saúde (CNS), com uma discussão que envolva representantes das colônias, o MORHAN e as secretarias municipais e estaduais da saúde e de cultura.30. Que seja resgatada a memória dos movimentos
de luta, de resistência política e de apoio social, bem como a dos núcleos do MORHAN existentes nos hospitais-colônia, inclusive dos que já dispõem de sede.31. Que se crie um memorial ou museu dos hospitais-colônia.
Que os cemitérios não sejam abandonados,
para que não se coloque em risco a saúde dos moradores.33. Que se crie uma política de manutenção
e recuperação dos cemitérios, com identificação dos ossários, para assegurar o respeito aos mortos, preservar a memória individual e coletiva e permitir ao morador ser enterrado junto aos seus familiares.34. Que se evite a perda da memória por conta de roubos, deterioração de documentos
e fotografias.35. Que se valorize a história de vida das pessoas que vivem ou viveram nas colônias por meio de biografias.36. Que se recuperem, preservem e criem formas de registrar a história de vida das pessoas, das instalações e das instituições que compõem os antigos hospitais-colônia.37. Que sejam apoiados, produzidos e veiculados filmes sobre a história das colônias.38. Que sejam sensibilizados os moradores
e egressos sobre a importância de suas histórias e memórias, e que esse trabalho seja realizado por pessoas da própria comunidade.39. Que se capacitem os internos e suas famílias para atividades voltadas ao resgate
e preservação das próprias colônias em que vivem.40. Que se criem estratégias para que os hospitais gerais, dentro das colônias, estimulem
os moradores a preservar e divulgar a memória das colônias.41. Que sejam criados centros de documentação
e pesquisa visando à conservação
da memória; e que sejam inventariados os documentos e acervos de livros, prontuários e fotografias, com garantia de acesso da comunidade aos documentos existentes.42. Que seja constituída uma comissão que tenha por objetivo auxiliar as pessoas que necessitam de informações documentadas
institucionalmente.43. Que o Ministério Público seja acionado, quando necessário, para as ações de busca,
apreensão e preservação dos acervos e acesso aos documentos.44. Que se resgatem as tradições religiosas
e culturais da colônia.45. Que se levante a história das técnicas de tratamento da hanseníase.46. Que se recupere o conjunto de edificações
e complexos arquitetônicos, autênticos
sítios históricos, e que o destino desse patrimônio seja decidido juntamente com os moradores de acordo com suas necessidades
e expectativas. 47. Que o resgate histórico-cultural seja feito de forma a facilitar a compreensão e participação das pessoas com a própria história; que esse resgate seja feito com recursos governamentais e com o apoio da iniciativa privada por meio de projetos de responsabilidade social, e que esses espaços
criados para o resgate histórico-cultural sejam geridos por comissões formadas pelos próprios moradores, sendo organizados
da seguinte forma:a) praças;b) campos esportivos;c) igrejas;d) prisões das colônias;e) salões de jogos;f) oficinas criativas;g) espaços artísticos;h) memoriais;i) bibliotecas;j) salas de vídeo;

k) cinema (nos locais onde existir estrutura de cinema, que seja restaurada
e reativada; e que se promova, a partir do cinema, uma maior interação da comunidade);l) MORHAN (que seja resgatada a história do movimento no local). Quanto às reformas e recuperação de edificações nas colônias48. Que se evite a desativação, a demolição
e a depredação das edificações das colônias.49. Que se reformem as moradias que estão em condições precárias em todos os hospitais-colônias, para os moradores com carência financeira.50. Que se defina, junto aos moradores, a utilização dos prédios tombados.51. Que se façam amplas reformas nos pavilhões, adequando e adaptando suas instalações ao acesso de deficientes, evitando acidentes; e que se definam os pavilhões para casais e solteiros, visando a uma melhor qualidade de vida e à manutenção
da família.52. Que seja emitido um documento, nos casos de reforma, que garanta o retorno do usuário ao pavilhão.53. Que se dê maior atenção às instalações
dos importantes leitos “transitórios”; que sejam oferecidas melhores condições de alojamento para os que são de fora e vão à colônia se tratar; e que sigam os exemplos bem-sucedidos de utilização criteriosa de leitos transitórios pelo País.Quanto à gestão dos hospitais-colônia54. Que se implemente uma política de direitos humanos nas colônias.
Que se altere o modelo atual de gestão dos hospitais-colônia, pois, atualmente, a falta de diálogo tem levado a abuso de poder e infração dos direitos humanos fundamentais, tais como: a) falta de liberdade de ir e vir, incluindo
práticas de segregação interna e externa;b) não-participação dos moradores nas decisões relativas à questão da propriedade da terra e do patrimônio;c) moradores com medo de se manifestarem,
o que dificulta a organização política destes;d) insegurança quanto à desativação das colônias e do próprio destino;e) temor da separação em razão de transferências não consentidas; ef) persistência de práticas de segregação
interna e externa.56. Que a composição da diretoria e do corpo técnico dos hospitais-colônia seja feita apoiada em um maior embasamento técnico e melhor avaliação de perfil para o desempenho da função disponível.57. Que as direções do hospitais-colônia produzam e distribuam demonstrativos de gastos, relacionando todas as aplicações dos recursos da colônia para todos os moradores-
usuários e secretarias de saúde.58. Que sejam criados mecanismos de acompanhamento e avaliação da gestão das colônias, incluindo conselhos gestores de saúde nos hospitais com a participação de entidades da comunidade.59. Que seja ressaltado que a administração
terceirizada dos hospitais-colônia, por entidades religiosas, tem demonstrado, invariavelmente, falhas e ilegalidades; que se ressalte, porém, que a atuação das entidades religiosas é diferenciada da gestão.
Em alguns lugares são explicitamente assistencialistas, dominadoras e desrespeitosas
com o caráter laico com que estas políticas devem ser desenvolvidas; em outros, desempenham papel fundamental nas comunidades em que estão presentes.60. Que se amplie a discussão, com a participação popular, em torno da municipalização
das colônias e de seus cemitérios, pois, em alguns lugares a municipalização funcionou a contento; em outros, resultou na dilapidação do patrimônio das colônias. Existem colônias em que a municipalização visa unicamente à apropriação de suas terras,
segundo interesses políticos (“Somos usados para benefício dos outros”, declaram
os moradores). Já em outras colônias, o poder público municipal reconhece os moradores como munícipes e se empenha em atender a população local. A conseqüência
da municipalização malsucedida é o comprometimento da emancipação real dos moradores e o crescimento desordenado da região.61. Que se ocorrer a municipalização, se garanta a chegada das verbas ao interior e não só às capitais, como ocorre normalmente.
62. Que se garanta a participação dos moradores das colônias na criação dos projetos referentes aos hospitais-colônia; que a opinião dos moradores das colônias sejam consideradas e respeitadas em todos os aspectos que envolvam a gestão da colônia,
incluindo transferências de pacientes e reformas.Quanto ao meio ambiente e à urbanização
das colônias63. Que se dê maior atenção ao meio ambiente, evitando acúmulo de lixo ou a poluição
das águas. Que se crie uma política de despoluição, preservação e educação ambiental, que envolva o governo local, a sociedade e ONGs, abrangendo a região das colônias e seu entorno.
64. Que se transformem as áreas com vegetação nativa, ou em estado de degradação, em Áreas de Preservação Ambiental (APA).65. Que não se desvirtue o uso das propriedades, resultando em prejuízos ambientais.66. Que sejam assegurados o saneamento
básico e ambiental nas áreas das colônias que ainda não os possuem. 67. Que se estude e implemente uma política de habitação e de urbanização nas regiões das colônias e entorno; que se planeje o crescimento das regiões para que sejam urbanizados de forma organizada; e que se pavimentem os acessos utilizando
conceitos que facilitem o trânsito dos portadores de deficiência física.68. Que se crie um projeto de urbanização, que inclua paisagismo, por toda a área das colônias, inclusive os hospitais.69. Que se recuperem as matas ciliares e evitem o assoreamento dos rios e lagoas existentes nas áreas das colônias.70. Que se apóiem os projetos ligados à preservação do meio ambiente e à reciclagem
de lixo.Quanto à posse dos moradores sobre
as terras e imóveis das colônias71. Que se regularizem as moradias; que se promova uma ocupação das terras, tornando-as úteis e produtivas para a comunidade, pois as terras estão ociosas e sem registros; e que as terras sejam avaliadas por assessores técnicos do meio ambiente e agricultura.72. Que as terras ociosas no entorno da colônia sejam loteadas para serem doadas

às pessoas atingidas pela hanseníase. Para isso, deverá ser feita uma seleção criteriosa priorizando idosos, portadores de seqüelas e inquilinos que pagam aluguel.73. Que se realize um levantamento nacional
das condições das terras e do patrimônio
das colônias com vistas à integração de posse por parte dos moradores.74. Que se criem critérios de delimitação
e utilização para as terras; como por exemplo: destinar 50% da área para o tratamento da hanseníase; com os outros 50%, o governo atenderia às demandas da população, que apontaria uma nova função para aquele espaço por meio de plebiscito. 75. Que se garanta o direito à moradia com o título de propriedade privada, isto é, a escritura definitiva. Que seja discutida a necessidade de conceder a escritura apenas aos residentes que possuam pelo menos um doente na residência. 76. Que se garanta o título de propriedade
privada com base na Lei do Usufruto, assegurando a posse às gerações descendentes;
que a escritura seja concedida aos residentes que construíram a própria casa. 77. Que se reivindique o título de propriedade
das terras públicas e da igreja, sob o argumento da finalidade social da propriedade.78. Que se conheça e estude a experiência da Fundação Palmares no convênio com o Incra, para identificação de possibilidades e alternativas79. Que se transformem os pavilhões ociosos
em cooperativas, bibliotecas, escolas, museus e, principalmente, em apartamentos
para casais idosos.80. Que se elabore um documento notificando
a Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB) a tomar providências quanto à posse ilegal das igrejas sobre as terras das colônias.81. Que se crie o Dia Nacional da Titularidade.82. Que se realize um censo e se faça um levantamento das terras, das caixas beneficentes
e do patrimônio físico (prédios, equipamentos) e cultural das colônias.Quanto às questões jurídicas83. Que seja constituída uma equipe de assessoria jurídica nacional para avaliar a situação e as demandas de cada colônia, quanto às terras, patrimônio, direito às propriedades, apuração de denúncias etc; que a assessoria jurídica esteja presente nos seminários para informar o que existe de possibilidade, na legislação atual, no que diz respeito à hanseníase.84. Que a assessoria jurídica levante a legislação atual para subsidiar procedimentos
quanto à questão trabalhista. O acionamento do judiciário não é possível sem o estudo das leis vigentes em cada região.85. Que sejam levantadas as condições de vida dos egressos que tiveram a internação
compulsória e verificar a possibilidade
de indenização por perdas e danos.86. Que os moradores das colônias sejam reconhecidos como “EXILADOS SANITÁRIOS”
e, a exemplo do Japão, recebam indenização e pensão cumulativa a outros direitos.87. Que os hospitais que forem denunciados
por maus-tratos a pacientes sofram intervenção federal e sejam reestruturados e supervisionados pela União.88. Que se divulguem fartamente os direitos dos portadores de hanseníase,
mando
paciente, do idoso e do portador de deficiência, para garantir o exercício da cidadania e a participação popular.
89. Que os Estatutos do Idoso e do Portador de Deficiência sejam plenamente respeitados nos hospitais-colônia.Quanto ao trabalho e à formação profissional90. Que se construam oportunidades de trabalhos para os egressos.91. Que se regularize a situação dos que trabalharam com “terapia ocupacional” ou “atividades laborativas” nas colônias.92. Que a autonomia, a independência relativa, a dignidade e a cidadania do portador de hanseníase sejam resgatadas e preservadas com a readaptação e a capacitação profissional.93. Que os municípios com autonomia reconheçam os funcionários das colônias
como servidores municipais, ou os estados os reconheçam como servidores estaduais. 94. Que se criem programas de geração de renda para os moradores-usuários das colônias, implementando-se, por exemplo, oficinas de criatividade, de artesanato e sapatarias ortopédicas.Quanto à organização e articulação política dos moradores das colônias95. Que se viabilize a criação de espaços e estratégias, para que haja troca de informações
e interação entre as colônias; que se repliquem os modelos de gestões exitosas; que se articule uma rede de informações
para sustentar e consolidar o processo político
de recuperação dos hospitais-colônia.96. Que se realizem articulações localmente
com as organizações da sociedade civil e com os conselhos municipais e estaduais
de saúde e de assistência social.97. Que se incentive a participação efetiva
dos moradores das colônias nos conselhos
municipais de saúde e de assistência social; que se fomente a participação social ativa e a criação de mecanismos de acompanhamento, monitoramento e fiscalização
das ações e serviços de saúde e assistenciais.98. Que se intensifique a participação popular
e a atuação junto ao controle social para acompanhar, fiscalizar e assegurar transparência das gestões, quanto aos programas de hanseníase, em todos as esferas de governo.99. Que se garanta a participação das entidades sociais que atuam com pessoas atingidas pela hanseníase nos Pólos de Educação Permanente em Saúde.100. Que se assegure o direito de organização
de movimentos que reivindiquem melhorias nas colônias.101. Criação no MORHAN de grupo para acompanhamento das propostas elaboradas
no 1º Seminário Nacional dos Antigos Hospitais-Colônia de Hanseníase.102. Que sejam criados eventos dos moradores
dos hospitais-colônia para propiciar uma maior participação e articulação dos mesmos; que os encontros sejam anuais ou bienais e sirvam para avaliar e criar novas propostas; e que se realizem seminários locais
ou estaduais nos hospitais-colônia para preparação de novos seminários nacionais.

Aqui confunde-se história e atualidade...


Buscando registros historicos encontra-se destroços cobertos pela vegetação densa, realidade triste para o que já foi uma cidade e hoje encontra-se na categoria de pequena vila.

Vandalismo


Se não pode levar...danifica-se.
Ferro retorcido...inexplicavel ação vândala.
28. Que se estabeleça uma polícia comunitária
ostensiva, porém preparada, para coibir
a infiltração do crime nas comunidades.

28. That a police force comprised by trained community members
be created to inhibit crime in the communities.

As intempéries do Tempo destruindo a História...


o que são intempéries?
neste sentido considera-se a ação do sol, chuva, maresia e umidade;todas elas em excesso consideradas nocivas à conservação dos patrimonios sejam eles de que natureza for.Neste caso particular associam-se a ação dos vãndalos, dos depredadores do bem público e do patrimonio de uma nação, junto aos cupins, traças, mofo, ratos, baratas e outros insetos nocivos estes que deveriam ser chamados de humanos assemelham a estes destruidores de história numa corrida insana para acabar de uma vez por toda com o pouco que restou da colonia do Bomfim.

sábado, 8 de novembro de 2008

Motivação



Se alguem me perguntasse porque exatamente estou na Colonia e à caça da historia seja oral deste lugar eu diria que são pessoas como João Lucena, Prefeitura, Evangelista, Walterlino,Batista Andrade,Flavio Serafim, Hugo Leal, Albertina,Raimundinha de Eudes e tantos outros..eles me msotraram a face da colonia oculta da modernidade e destes tempos de cura e PQT...a outra face da hanseníase quando ainda era uma doença sem cura, e se hoje comemoramos a cura desta doença que não necessariamente deva levar suas vitimas a incapacidades, já que seu tratamento é gratuito e rapido ( o tempo voa, o que são seis meses ou doze meses nesta nossa vida?)ainda assim devemos cultivar a memoria do passado, pois quem não tem passado não tem futuro!...

Zeca de Lula no centro



Zeca ladeado por Arlene e Babi

A Pequena babi....


A Babi segundo afirmações dos mais antigos da colonia era filha adotiva do casal Prof. Lula e dona Osmarina, quando veio para a Colonia era tão pequena e tão bonita que todos se apiedaram de sua situação e dizem os antigos que por esta razão não foi "fichada" na colonia.

O passado.... *-*

Algumas fotos...


Estas fotos foram gentilmente cedidas por Levi..

Irmãs de Caridade Vicentinas




Irmãs de Caridade Vicentinas Dirigiam, Organizavam, Cuidavam, Deliberavam e eram as Autoridades Eclesiasticas dentro da Colonia do Bomfim.

Pífaro..Saiba o que Moacir Cutrim tocava...


Um pífaro é uma pequena flauta transversal, aguda, similar a um flautim, mas com um timbre mais intenso e estridente, devido ao seu diâmetro menor. Os pífaros são originários da Europa medieval e são frequentemente utilizados em bandas militares.

No Brasil, existe o Pife Brasileiro, um tipo de pífano com tradição e cultura próprias desta região do país e do interior, ligado ao Forró.
créditos:
http://pt.wikipedia.org/wiki

Recordar é Viver...



Vamos recordar?
Local da Foto: Em frente a casa de Elenilza e Socó (atualmente) pode-se observar que a Igreja Católica N.Sr. do Bomfim estava rodeada de andaimes, provavelmente estava no final da sua construção.
Evento: Enlace matrimonial de Sr. João Batista Andrade e Dona Albertina, meados de 60?
Esta foto foi gentilmente cedida por Dona Joaquina...
Seu Flávio Serafim Lisboa e Levi tentaram arduamente reconhecer todos aqui imortalizados:
Vamos lá! Da esquerda para a Direita...
1. Moacir Cutrim (Moacir Babão)- Tocador de Pífaro.
2.Mário José Ramos Prefeito da Colônia à Época.
3.Raimundo Sousa Gomes (irmão de Mariinha)
4.Dioneia Pires - Primeira Dama da Colonia, esposa do Sr.Prefeito Mário Ramos, irmão do José Ribamar Ramos conhecido como Zé Bolacha,enfermeiro da colonia.
5.Maria do Rosário Gomes ( a Mariinha) Hoje Conselheira do Conselho Gestor do Hospital Aquiles Lisboa.
6.Irmã Maria Silva - Madre Superiora
7. Antonia Oliveira
8. João Batista Andrade (O noivo)
09.João Manuel (Ex-administrador, está entre os noivos, atrás destes)
10.Albertina (A noiva)
11.Adélia Neves (funcionária, trabalhava na Cozinha e era encarregada de levar os recém-nascidos para o preventório)
12.Pe. João Lemnen (padre Holandês)
13.Irmã Gabriela Macedo (Chefe Geralda Cozinha)
14.Fátima do Chinês
15.Irmã Clara (Trabalhava na Policlínica e foi substituida depois por Irmã Josefina Macedo?)
Imagens pequenas, pessoas atrás: José Ribamar Torres, o brejeira), Antonio Irineu (filho de Chico Sapateiro)