quarta-feira, 29 de outubro de 2008

FRAGMENTOS...RETALHOS DE UMA HISTÓRIA..CONSEGUIREI MONTAR A COLCHA DE RETALHOS???


Fragmentos colhidos junto a Amigo...(vcs sabem de quem..rsrsrsrs)
Quem foi João Ferreira?
Foi um enfermeiro muito competente sendo subsituido após sua morte pelo Sr. Ribeiro.

Professor Lula...

Existiu uma Igreja Batista..hoje demolida?

Januário...Foi um grande carpinteiro...Fazia "pernas de pau" para pacientes amputados e fez uma para si proprio...Pena que não existe mais nenhuma para se colocar no Memorial.

Revendo uma foto do Time Fluminense..ou era Real?
Posam lá...Sr. Gonzaga (tio da minha amiga Dra Silma) e grande carpinteiro e serralheiro já que amigo...diz que o portão de ferro da sua casa foi obra dele...
Bode (marido da Domingas Borges) Raimundo Guabiraba,Jiquiri (marido da D. Cecé) e cacaraí..os outros não foram identificados.

A Amplificadora a Voz do Progresso
Prefixo da Amplificadora : Tema de Lara Instrumental


O Rádio Amador PY8NO
Rádio Amador Ramati (Nome Itamar ao contrário)
LABRA...
Toda a comunicação da Colonia era feita através de rádio amador.
Um dia Pe.João Lemnen estava triste dizendo que nunca mais ouviria a voz do seu povo...amigo tentou câmbio e encontrou um radio amador com nome de Geraldo que entrou em contato com pessoas que falavam holandês para falar com e. João Lemnen que ficou tão feliz que só d ealegria fumou muitas "porroncas", isto é charutos?

Pe João Lemnem foi o responsavel pela
ajuda holandesa para a Colonia e bairro?


A antena (Torre feita por Miru) colocada entre a atual casa d eSr Eurico e a casa (foi conhecida como Edificio Irmã Sandi) onde funcionava a Prefeitura que hoje abriga Costinha e sua mulher.

Luis Pires e Peri Feio..

A Usina que fornecia Luz (energia eletrica para a colonia) tinha dois motores MOLDAG e CATERPILLAR, NÃO SE SE É ASSIM QUE SE ESCREVE rsrsrs

A Lancha era dirigida por Chico B...que jogou o Surdinho na agua.

O Jeep era conhecido como Pão Torrado.Porquê? Não sei...rsrsrrs

As tesouras dos Alfaiates daquela epoca não tinham brilho, pareciam foice..eram de ferro.

O Nome do Cemitério era Enfermeiro João Ferreira

O Nome do Campo de Futebol era Enfermeiro João Ferreira.

O Nome da Unidade de Internação era Enfermeiro João Ferreira masi era pintado apenas o nome João Ferreira.

Perto do Pé de Oiti tinhas umas pedras brancas...

A caixa Beneficente tinha um Diretor e cinco conselheiros

Estúdio César Aboud
Aparelhagem de Som com potencia de 1.000 watts podia ouvir-se até no Anjo da Guarda.

Alvorada
Tocava-se a música Parabéns de Teixeirinha depois dizia-se palavras bonitas ao aniversariante ai colocava-se lambada, foró etc e o homenageado ficava dançando sozinho lá na casa dele...

Times da Época:
Real
Fluminense
Bonfim
Flamengo
Cruzeiro

3 trilhos de ferro - montava a transmissão do rádio amador.

Como era o portal da colonia? quem lembra?

Quando a caldeira apitava...era hora do almoço..se a comida era gostosa, tinha gente que fechava as pressas a barguilha para trás....rsrsrsrs

Desperdício: Jogar barra de sabão em caranguejo

Lugar de pecado...é onde já teve mais pecado...

se eu fosse entregar 3 melancias para a sra..a sra só recebia uma, a soutras duas eu ficava

SARNEY RECEBEU UMA DENUNCIA ATRAVÉS DE CARTA QUE DOENTE NÃO SABIA NEM O GOSTO DO LEITE DAS VACAS DA VACARIA DO BONFIM....
"MALDITO O HOMEM QUE CONFIA EM OUTRO HOMEM"

Amigo da Onça


Visita de Hoje: 29.10.08
Sr. Raimundo conhecido como Amigo..da Onça.
Motivo: na sua infancia fez uma traquinagem (pra não dizer maldade rsrsrs) com uma pessoa que estava realizando um trabalho e deixou cair uma ferramenta e pedia a ele que juntasse e ele só fazia mandar "palavrão" até que a pessoa disse a ele " tu é amigo da onça!". Pronto. Bastou isto e ele ganhou o apelido pra sempre. Pois uma "galera" esperava-o mais adiante chamando-o d eamigo da Onça..e amigo da onça está até hoje..mas carinhosamente as pessoas o chamam ..amigo..e não completam a frase.. inteligente neh?
na visita encontramos Raimundinha...mãe do Eudes, Walterlino (que me encheu de bombons) Bala na agulha e outros jogando cartas num barzinho proximo a paroquia...
Bom encontrar eles...Gosto de conversar com eles.Mas o Sol estava castigando e tinha que aproveitar a carona de pé do Levi para voltar à colonia.
Aproveito para falar um pouco sobre o celebre amigo da onça da revista o Cruzeiro
Uma das maiores criações do cartum brasileiro - o Amigo da Onça - nasceu da cabeça de um pernambucano: Péricles de Andrade Maranhão.
(Aliás, a semelhança da redação d'O Cruzeiro com o Amigo da Onça não era apenas física, mas psicológica; não é difícil imaginar quantas idéias devem ter surgido a partir de pilhérias entre os funcionários da revista.)

Além da contratação, coube a Leão Gondim o batismo do personagem, baseado numa piada gasta, em voga naqueles dias.
Dois caçadores conversam em seu acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com meu facão.
- E se você estivesse sem o facão?
- Apanhava um pedaço de pau.
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvore mais próxima!
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Assim, o Amigo da Onça estreou em 23 de outubro de 1943, capturando de imediato a atenção dos leitores. Ao batizar o personagem, Gondim percebeu sua característica fundamental, responsável pela chamada "identificação" do público: a ausência de caráter que denuncia o anti-herói brasileiro, de Brás Cubas a Macunaíma.
O sucesso do Amigo da Onça entre os leitores não pode ser explicado apenas pelo efeito de catarse que ele provocava ao cometer as maldades que, secretamente, seu público desejava mas nunca levara a cabo: pregar uma peça na sogra, dar uma cama-de-gato no chato que sempre pedia dinheiro emprestado, botar uma armadilha para o chefe mal-humorado. Havia algo mais ali, havia um deleite sádico em se comprazer com a desgraça alheia (mesmo que sem motivo), o sentimento precisamente descrito por uma palavra alemã: schadenfreude. Era o humor despido de sua armadura vingativa, de suas cores redentoras, que brada a nudez do rei, que castiga a moral rindo; humor em sua forma mais simples: ilógico, anárquico, estúpido, universal.
www.teiadosamigos.com.br/.../AmigodaOnca-14.htm

segunda-feira, 27 de outubro de 2008



Vendo estes Caminhos..que me levam ao Bonfim..
Lembrei de uma música de Almir Sater...
Canta comigo?
Caminhos me Levem
Almir Sater
Composição: Almir Sater e Paulo Simões

Amanhã bem de manhã
Vou sair caminhando ao léu
Só vou seguir na direção
De uma estrela que eu vi no céu
Pra que fingir que não devo ir
Caminhos me levem
Aonde quizerem
Se meus pés disserem que sim

Vejo alguém seguindo além
Eu aceno com meu chapéu
Pois tanto faz de onde ele vem
Pode ser algum menestrel
Que vai e vem, sempre
Sem ninguém
Caminhos te levem, aonde puderem
Se teus pés quizerem assim

Mesmo me afastando de você
Sei que não te deixo me esquecer
Mas tente compreender minhas razões

Já faz um tempo
Em que eu vivi
Feito linha de um carretel
Olhei em volta então me vi
Prisioneiro de um anel
Não resisti
Foi bem melhor partir
Perigos me esperam
Abrigos não quero
Que meus pés decidam
Por mim

Mesmo me afastando de você
Sei que não te deixo me esquecer
Mas é nosso dever fazer canções
http://www.youtube.com/watch?v=rAzA0k_AtaU

City Tour na Vila Bonfim



Vila situada em área paradisíaca e calma, são casinhas remanescentes do sistema de isolamento compulsório quando não havia ainda tratamento para a hanseníase, destas pessoas restam ainda apenas cinco que não quiseram sair da colônia quando após o advento do PQT (medicamento que cura a hanseníase) as colônias foram extintas e o hospital junto ao qual estavam inseridas foram considerados hospitais de amplo atendimento a todo e qualquer cidadão que deles necessitem e não mais apenas lugar de tratar pessoas atingidas pela hanseníase.

As ruas são de pedras sem asfalto, as calçadas de cimento, as casinhas em nada foram modificadas lembrando ainda as ruas originais, sem emplacamento nas ruas os endereços são nomeados de acordo com sua localização e não correspondem mais em grande parte às suas denominações antigas.

A praça da Matriz, a rua hospital Aquiles Lisboa entre outras dão um ar campestre à pequena vila, lá atualmente habitam pessoas como qualquer um de nós, que adoeceram um dia que se curaram, que hoje são sadias, mas que como qualquer pessoa podem ter doenças comuns ás populações tais como hipertensão, diabetes, gripe etc. •.

Antigamente eram em sua maioria idosos, agora como parte da reintegração social destas pessoas, (nos finais de semana com apenas poucas casas habitadas o ambiente era muito isolado e triste) e de aproveitamento do patrimônio estadual (havia casinhas em condições habitáveis)e de acolhimento a pessoas atingidas pela hanseníase, curadas mas com necessidades de atendimento periódico por episódios reacionais e em dificuldades financeiras, foram aceitas na comunidade novas famílias.

A população da Vila cresceu, pessoas atingidas pela hanseníase, seus conjugues sadios, seus filhos (diversas faixas etárias inclusive com predominância abaixo de 15 anos vieram florir a Vilinha e trazer novo encanto e vitalidade para suas ruas, e vida comunitária).

É tempo de pensar a Vila Bonfim como uma comunidade simples, mas não como uma qualquer ou como uma comunidade, com característica especifica, visto que lá se vive, se ama, se trabalha, se recebe visitas, se faz visitas, se assiste a missa da Igreja N.SRA. da Vitória, se procura o hospital quando há necessidade, se conversa sentado na calçada, se anda de bicicleta, crianças jogam amarelinha e elástico em suas ruas...
É um lugar com Coração que Ama
e Todo Coração que Ama Tem um Passado.
A Vila Bonfim não é diferente.